“Três Anéis para os Reis-Elfos sob este céu,
Sete para os Senhores-Anões em seus rochosos corredores,
Nove para Homens Mortais, fadados ao eterno sono,
Um para o Senhor do Escuro em seu escuro trono
Na Terra de Mordor onde as Sombras se deitam.
Um Anel para a todos governar, Um Anel para encontrá-los,
Um Anel para a todos trazer e na escuridão aprisioná-los
Na Terra de Mordor onde as Sombras se deitam.”

Estes são os versos das antigas tradições élficas que falam sobre a criação dos Anéis de Poder. A sexta e a sétima linha foram reproduzidas no Um Anel usando o idioma de Mordor e a caligrafia élfica.
Eram 20 Anéis no total, criados na Segunda Era do mundo. Destes, 19 foram criados por uma sociedade de elfos em Eregion com a ajuda de Sauron, que os enganara usando um disfarce.
Estes artefatos foram feitos para presentear os Reis de cada raça da Terra-Média (Homens, Elfos e Anões). Sauron então deu início a segunda fase de seu plano forjando em segredo o Um Anel. Este anel mestre serviria para tomar o controle de todos os outros e dessa forma, de todas as raças da Terra-Média.
Os nove reis dos homens que receberam os anéis de poder foram facilmente seduzidos pelo poder do Um Anel, e se tornaram os Nazgûl, os mais terríveis servos do Senhor do Escuro. Dos sete anéis dados aos Senhores Anões, três foram recuperados por Sauron e os outros quatro foram consumidos pelos dragões. Os únicos que restaram foram os Três Anéis dos elfos que nunca foram tocados ou maculados por Sauron e que no momento em que se passa a história da Guerra do Anel, eles estão com Galadriel, Elrond e Gandalf.
Veja a seguir a história mais detalhada dos Anéis de Poder, desde sua criação até a destruição do Um Anel nas Fendas da Perdição, nas profundezas da Montanha Orodruin.
História dos Anéis de Poder
Após a derrota de Morgoth (“Inimigo do Mundo”), o antigo mestre de Sauron, na Guerra da Ira, ao término da Primeira Era, alguns dos Elfos noldor foram para Eregion, onde estabeleceram um reino duradouro e construíram a cidade chamada Ost-in-Edhil (“Fortaleza dos Eldar”), próxima ao portão oeste dos grandes palácios da cidade dos Anões, Khazad-dûm, mais tarde conhecida como Moria.
No ano de 1200 da Segunda Era, Sauron chega entre os Eldar (“Povo das Estrelas”), como eram chamados os Elfos e, usando o nome Annatar (“Senhor dos Presentes”), ele tenta persuadir os Elfos aos seus serviços. Gil-Galad (“Estrela Radiante”), o último rei dos noldor na Terra-média, se recusa a fazer acordo com ele. Mas uma sociedade de artífices em Eregion, chamada de Gwaith-i-Mírdain, (“Povo dos Joalheiros”) passa para o seu lado. Sauron, então, ensina-lhes conhecimentos secretos para a produção de anéis mágicos.
Aproximadamente trezentos anos depois, graças aos ensinamentos de Sauron, e aos seus próprios conhecimentos de artesãos, os ferreiros élficos de Eregion começam a forjar os chamados Grandes Anéis do Poder, depois de já terem criado muitos outros anéis mágicos de poder menor.
Pensando que preveniam ou diminuíam a decadência da passagem do tempo da terra que se alterava e que eles tanto amavam, foram levados a criar os Anéis de Poder, mas na verdade, estavam sendo enganados por Sauron cujo objetivo era dominar toda Terra-média.
Os Anéis não foram feitos como instrumentos de guerra; eles não podiam criar raios ou tempestades de pedra. Entretanto, eles conferiam poderes de acordo com os do seu usuário, ou seja, um Grande Anel nas mãos de uma pessoa fraca e pequena não poderia ter os mesmos efeitos como se estivesse com os sábios ou grandes. Os Anéis aumentavam os poderes naturais de seu possuidor.
Por volta do ano de 1590 da Segunda Era, os Três Anéis Élficos são concebidos e feitos pelo o maior dos artífices de Eregion, Celebrimbor (lê-se Quelebrimbor, na língua dos elfos, significa “Mão de Prata”), neto de Fëanor, que criou as Silmarils.
Os Três Anéis não conferiam invisibilidade, o estado em que o portador fica entre os planos material e espectral, pois este era um poder vindo de Sauron, e ele nunca os tocou.
Os Três Anéis dos Elfos eram os mais bonitos e somente eles tinham nome próprio:
Narya (nar=fogo), o Anel de Rubi, ou Anel Vermelho chamado de Benevolente. Celebrimbor (lê-se Kelebrimbor) entregou este anel a Gil-Galad, que o deu para Círdan (lê-se Kírdan) dos Portos Cinzentos e em seguida para Gandalf.


Nenya (nen=água), o Anel de Diamante, ou Anel Branco, feito de mithril, chamado de Senhor dos Três. Foi dado a Galadriel por Celebrimbor.


Vilya (vil=ar), o Anel de Safira, feito de ouro, chamado de o mais Poderoso dos Três. Elrond recebeu este Anel de Gil-Galad, antes do mesmo morrer na Batalha da Última Aliança.


No início do século XVII da Segunda Era, Sauron forja secretamente o Um Anel, o Anel Governante, em Orodruin (“Montanha do Fogo Ardente”), também chamada Amon Amarth (“Montanha da Perdição”). Ao mesmo tempo, finaliza a construção de Barad-dûr (“Torre Escura”), a monumental fortaleza em Mordor, da qual o Olho de Sauron dirigia as suas forças.
O Um Anel era parte do esquema de Sauron de escravizar e controlar os usuários de todos os Anéis de Poder; e dominar toda a Terra-média.
Celebrimbor percebe as verdadeiras intenções de Sauron. Ele então pega os Três Anéis e viaja para Lothlórien (“Flor de Lórien”), para buscar os conselhos de Galadriel, uma das líderes da rebelião noldorin que abandonaram Valinor, contra a vontade dos Valar, para combater Morgoth na Terra-média.
Ela o aconselha que os Anéis devem ficar espalhados e ocultos, longe de Eregion, local que Sauron acha que eles estão. Celebrimbor dá a Galadriel o Anel Branco e depois viaja até Lindon para entregar o Anel Azul e o Anel Vermelho para Gil-Galad. Os Sete Anéis dos anões e os Nove dos homens são separados.
No ano 1693 começa a guerra entre Sauron, que reivindica os Anéis, e os Elfos que descobrem que foram enganados por ele. Os Três Anéis são escondidos, porque os Elfos não podem destruí-los.
Gil-galad mantém o Anel Azul e dá o Anel Vermelho para o elfo telerin Círdan (“O Armador”), guardião dos Portos Cinzentos. Uma versão diz que Gil-galad manteve também Narya, até a partida para a guerra na Última Aliança quando só aí, o deu para Círdan.
Dois anos depois, buscando tomar os Anéis de Poder, as forças de Sauron, avançam sobre Calenardhon (“A Província Verde”), nome de Rohan quando era a parte setentrional de Gondor, com o objetivo de invadir Eriador.
Gil-Galad envia Elrond (“Abóboda de Estrelas”) para Eregion e também pede auxílio a Tar-Minastir, rei de Númenor (“Terra Ocidental”), a grande ilha preparada pelos Valar como morada para os edain, os homens das Três Casas dos Amigos-dos-Elfos.
Eregion é devastada em 1697 e a cidade de Ost-in-Edhil é saqueada. Sauron pega os Nove Anéis e outros trabalhos menores da Casa dos Mírdain; mas os Sete e os Três ele não pode encontrar.
Então, captura e tortura Celebrimbor que revela apenas o paradeiro dos Sete. Usando o corpo morto de Celebrimbor como um estandarte de batalha, Sauron retorna à guerra e percorre toda Eriador na busca pelos Três Anéis Élficos. Mas ele nunca os encontrou e apenas suspeitou onde estavam ocultos.
A maioria dos Gwaith-i-Mirdain morre. Os portões de Moria são fechados.
Elrond retira-se com os remanescentes dos noldor e funda o refúgio de Imladris, nome em síndarin de Valfenda (“Profundo Vale da Fenda”).
Sauron apossa-se dos Nove Anéis e de pelo menos seis dos Sete
No ano 1700, embora muito atrasada, a grande armada de Númenor enviada por Tar-Minastatir e comandada pelo almirante Ciryatur, chega a tempo de impedir a invasão Lindon.
Na Batalha de Gwathló, Sauron é derrotado, e escapa por pouco. E, com apenas sua guarda pessoal foge, quebrado e humilhado, retornando para Mordor. Jura, então, vingança contra Númenor.
Sauron foi finalmente expulso de Eriador e as Terras do Oeste têm paz por um longo tempo.
Na década seguinte realizou-se o primeiro Conselho, e lá foi determinado que uma fortaleza éfica no leste de Eriador deveria ser mantida em Imladris, e não em Eregion.
Existe a versão de que, também foi nessa época, que Gil-galad ao nomear Elrond Meio-Elfo como seu vice-regente em Eriador, deu Vilya, o Anel Azul, para ele. Mas, que reteve Narya, o Anel Vermelho, até que o deu a Círdan quando partiu de Lindon nos dias da Última Aliança.
No ano 1800, a sombra cai sobre Númenor, eles começam a estabelecer domínios nas costas da Terra-média. Sauron estende seu poder na direção do leste.
Em 2251, os Nazgûl (“Espectros do Anel”), escravos dos Nove Anéis dos homens, aparecem e passam a servir Sauron. Tar-Atanamir toma o cetro. Começa a rebelião e a divisão dos numenorianos.
Obs: na língua de Mordor Nasg significa Anel e Gûl significa Espectros, daí o nome Espectros do Anel.
Em 3262 da Segunda Era, Sauron é levado para Númenor como prisioneiro. Durante mais de cinquenta anos manobrou o rei Ar-Pharazôn para o Culto do Escuro e de Melkor, seu Senhor. E, usando o Um Anel corrompeu e incitou os numenorianos a se rebelarem contra os Valar.
Foi em 3319 que o rei de Númenor acabou convencido por Sauron a quebrar a Interdição dos Valar, que proibia os dúnedain (“Edain do Oeste”), de navegar para o ocidente a tal distância que não pudessem avistar o litoral de Númenor.
O rei Ar-Pharazôn desobedece e chega a Aman, o Reino Abençoado, e às costas de Valinor. Os Valar, então, renunciam a sua autoridade sobre Arda e chamam Ilúvatar que modifica o mundo, afunda Númenor no oceano, e destrói todos os numenorianos, exceto os Elendili (“Amigos-dos-elfos”), os Fiéis.
Sauron afundou também, mas seu espírito fugiu (com o Um Anel) de volta para a Terra-média.
Um ano depois, Elendil (“Amante-das-estrelas”), um dos chefes dos Fiéis funda os Reinos no Exílio: Arnor, ao norte e Gondor, ao sul. Elendil governa Arnor, e seus filhos Isildur e Anárion governam Gondor, em nome de seu pai.
Os sete Palítiri (“As que vigiam de longe”), as Pedras-videntes, são repartidas, ficando três em Arnor, nas torres de Emyn Beraid e de Amon Sûl, e na cidade de Annú. Já as outras quatro foram para Gondor, em Minas Ithil e Minas Anor, em Orthanc e em Osgiliath.
Sauron retorna a Mordor e em 3429, ataca Gondor e captura a torre de Minas Ithil (mais tarde conhecida por Minas Morgul). Isildur foge e junta-se ao seu pai, enquanto seu irmão Anárion resiste às forças de Sauron em Osgiliath e Minas Anor (mais tarde conhecida por Minas Tirith).
As forças de Sauron se mostram muito poderosas e no ano seguinte, Gil-galad e Elendil formam Última Aliança entre elfos e homens para lutar contra o Senhor do Escuro.
Uma versão diz que ao marchar para a guerra, Gil-galad deu Vilya, o Anel Azul, para Elrond Meio-Elfo.
O exército da Aliança marcha ao leste, para o interior da Terra-média, reunindo um imenso exército de elfos e homens e em 3434, atravessa as Montanhas Nevoentas, as forças de Sauron são derrotadas na Batalha de Dagorlad. Aeglos, a lança de Gil-galad e Narsil, a espada de Elendil enchem orcs e homens de medo, pois ninguém consegue resisitir a elas.
A Aliança entra em Mordor e sitia Barad-dûr.
No vale de Gorgoroth, Anárion, filho de Elendil, é morto.
Em 3441, Sauron sai e desafía Gil-galad e Elendil ao combate, matando os dois. A espada de Elendil quebra quando ele tomba, e com o toco de Narsil, Isildur corta o dedo da mão de Sauron arrancando o Um Anel. Isildur toma para si o Anel Governante.

Sauron, derrotado, abandonou seu corpo e fugiu para longe em algum lugar ermo. Os Espectros do Anel desaparecem e Mordor cai, terminando assim a Segunda Era de Arda.
Isildur teve então a grande chance de destruir o Um Anel nas Fendas da Perdição e pôr um fim a Sauron, mas sucumbido pela ambição que o Um Anel gerava em seu coração, foi contra os conselhos de Elrond e tomou para si o artefato maldito.
No segundo ano da Terceira Era, enquanto Isildur marchava para o norte ao longo da margem leste do Grande Rio Anduin, foi surpreendido por um ataque de orcs das Montanhas próximo aos Campos de Lis. Quase todo seu povo foi assassinado e, para fugir, Isildur se jogou no Grande Rio.
Foi então que o Um Anel o traiu e escorregou de seu dedo, revelando sua presença aos orcs que o mataram com flechas. O Um Anel então se perdeu nas profundezas do Anduin, sumindo do conhecimento e das lendas e por quase 2500 anos, não foi encontrado.

Passado o primeiro milênio da Terceira Era, o espírito de Sauron retornou secretamente a Terra-média, na Floresta das Trevas, próximo ao reino élfico de Thranduil, pai de Legolas Verde-Folha.
Esta época é também marcada pela chegada dos Istari na Terra-média, também conhecidos como os “Magos”, poderosos espíritos Maiar que serviam aos Valar nas terras imortais de Valinor. Círdan então entrega Narya, o anel de fogo para Gandalf, o Cinzento.
Em 1200, um dos Espectros do Anel ressurge no norte da Terra-média. O líder dos Nove, o Rei Bruxo reina supremo em Angmar que é destruída em 1975, depois que o líder dos Nazgûl foi derrotado na Batalha de Fornost e perseguido até a Charneca Etten. Ele desaparece do norte.
No ano de 1980, o Rei Bruxo chega em Mordor e lá reúne os Nazgûl. Vinte anos depois, os Nazgûl marcham para Minas Ithil e em 2002 a tomam para si, que passa a ser conhecida como Minas Morgul.
Em 2043, Eärnur assume o trono de Gondor e sete anos depois é desafiado pelo Rei Bruxo, ele cavalga para Minas Morgul e nunca mais é visto. Começa então o governo dos Regentes em Gondor.
Em 2463, o Um Anel é finalmente encontrado por Déagol, o Grado que é morto por Sméagol (posteriormente conhecido como Gollum). Gollum então desaparece nas Montanhas Sombrias onde permanece por 500 anos sendo consumido pelo Um Anel.

No ano de 2845, o Senhor-Anão Thráin II é aprisionado em Dol Guldur e o último dos Sete Anéis dos anões lhe é tomado pelas forças de Sauron.
Em 2941, o Hobbit Bilbo Bolseiro, do Condado parte em uma aventura para a Montanha Solitária, junto com o Mago Gandalf, Thorin Escudo-de-Carvalho e seus seguidores para tomar de volta o tesouro dos anões e a Montanha do dragão Smaug.
Durante essa viagem, eles acabam por passar nas Montanhas Sombrias e, enquanto fugiam de um bando de orcs, Bilbo sofre um acidente e perde a consciência na escuridão. Quando acorda, encontra acidentalmente o Um Anel que Gollum deixara cair no chão.
O Um Anel encontra então um novo portador que o leva das Montanhas Sombrias até a Montanha Solitária e mais tarde para o Condado.
Em 3001, Bilbo completa 111 anos de idade e faz uma festa de despedida para comemorar também o fim da vintolescência de Frodo Bolseiro, seu sobrinho que completava 33 anos. Após a festa, Bilbo vai embora do Condado e deixa para Frodo o Um Anel.
Gandalf desconfia que o Anel de Bilbo é o Anel Governante e redobra a vigilância do Condado, parte em uma viagem para descobrir a verdade sobre a jóia e com a ajuda de Aragorn captura Gollum e confirma o que temia.
Frodo parte então com seus amigos Sam, Merry e Pippin do Condado, encontram com Aragorn “Passolargo” em Bri e se dirigem para Valfenda. Lá encontram Gandalf e descobrem que Saruman, o Mago líder do Conselho Branco os traiu e foi tomado pela influência do Inimigo e que Gollum escapou de sua prisão na Floresta das Trevas.
É formado o Conselho de Elrond para discutir qual será o destino do Um Anel. Para destruí-lo e pôr um fim a Sauron, alguém deve atirar o anel nas Fendas da Perdição, na Montanha de Fogo, em Mordor, onde foi criado. Para isso é formada a Sociedade do Anel, uma comitiva de apenas nove integrantes para não chamar atenção do Inimigo. São eles: Gandalf, Aragorn, Legolas, Gimli, Boromir e os quatro hobbits Frodo, Sam, Merry e Pippin.

A viagem se mostra extremamente perigosa no ano que se passa, levando a comitiva para Moria, onde enfrentam um Balrog, para as florestas de Lórien, as Emyn Muil, onde Boromir morre, os campos de Rohan, a Floresta de Fangorn onde habitam os ents e para Orthanc, fortaleza de Saruman.
Explode a Batalha do Abismo de Helm, onde os Rohirrim derrotam bravamente os Uruk-hai de Saruman e também a grande Batalha nos Campos de Pellenor, que teve a vitória de Gondor graças a intervenção do rei exilado Aragorn, Legolas, Gimli, os dúnedain e o exército de mortos que Aragorn despertou para ajudá-los e assim os libertar da maldição há muito tempo lançada por Isildur.
Com a ajuda de Gollum, Frodo e Sam adentram Mordor e quase são mortos pela aranha gigante Laracna, se disfarçam em meio aos orcs que se preparam para a guerra e conseguem atingir a Montanha da Perdição.
No dia 25 de março do ano 3019 da Terceira Era, acontece a batalha nas Colinas de Lava em Mordor, o exército de Aragorn se encontra cercado e sem esperanças de vitória. Mas neste momento, Gollum e Frodo, ambos tomados pelo grande desejo de tomar para si o Um Anel, lutam nas Fendas da Perdição. Gollum toma o Anel de Frodo lhe arrancando o dedo e em seguida cai no fogo da Montanha, dando um fim a sua vida, ao Um Anel, a Sauron e aos Nazgûl.
Termina assim a Guerra do Anel e Mordor cai, começando um tempo de paz na Terra-média.
No dia 29 de setembro de 3021, os Portadores do Anel, Bilbo e Frodo Bolseiro, juntamente com Elrond, Galadriel e Gandalf, os portadores dos Anéis Élficos partem dos Portos Cinzentos, deixando a Terra-média e indo para as Terras Imortais.
Anel de Barahir - usado por Aragorn


Este anel foi feito há muito tempo pelos elfos em Valinor. Ele tem a forma de duas serpentes gêmeas com olhos de esmeralda, suas cabeças se encontram entre uma coroa de flores de ouro, uma a sustentando e a outra a devorando.
O anel não tem poder algum, mas é de grande valor simbólico, pois homenageia a amizade eterna entre Fingon e os homens da Casa de Barahir. Barahir recebeu a jóia graças a seus feitos heróicos, incluindo o de ter salvado a vida de Fingon, na batalha Dagor Bragollach.
Barahir foi assassinado em Dorthonion, e para provar sua morte a Morgoth, os orcs deceparam sua mão, mas Beren, o filho de Barahir, matou os orcs e recuperou o anel. A partir de então, o anel foi passado de geração para geração até Arvedui, o último rei de Arthedain. Este entregou a jóia como presente de agradecimento por ter seu navio resgatado pelo povo dos Lossoth, os homens das neves da Baía de Forochel, que fica a cerca de 100 léguas ao norte do Condado.
O rei Arvedui disse aos chefes dos Lossoth: “Este é um objeto que vale muito mais do que você possa imaginar. Simplesmente por ser antigo. Não tem poder algum, exceto a estima que lhe dedicam os membros de minha casa. Não vai ajudá-lo em nada, mas, se seu povo tiver qualquer necessidade, meus parentes podem resgatá-lo em troca de um grande estoque de tudo o que vocês desejarem”.
O chefe dos Lossoth tentou convencer Arvedui de não partir antes do próximo verão, pois farejava perigo nos ventos, mas foi em vão. Arvedui partiu com sua embarcação e antes mesmo de atingir o alto mar, foi surpreendido por uma terrível tempestade que causou um naufrágio e ninguém do navio sobreviveu.
Mais tarde, o Anel de Barahir foi resgatado pelos dúnedain e foi mantido em Valfenda juntamente com o cetro de Annuminas, a Estrela do Norte e os fragmentos da espada Narsil.
Durante a época da Guerra do Anel, no fim da Terceira Era, uma comitiva de dúnedain, liderada pelo guardião Halbarad Dúnadan, estava à procura de Aragorn, e o encontraram ainda em Rohan, juntamente com Legolas, Gimli e Merry. Eles estavam acompanhados pelos irmãos Elrohir e Elladan, filhos de Elrond e traziam para Aragorn o cetro de Annuminas e o Anel de Barahir, junto com a mensagem do Senhor de Valfenda.
Com estes artefatos, Aragorn então seguiu viagem para a Senda dos Mortos, e de lá para a grande Batalha dos Campos de Pellenor, no cerco de Gondor.
Elessar/Pedra de Eärendil - usado por Aragorn


Uma grande pedra verde-clara, engastada num broche de prata, moldado na forma de uma águia com as asas abertas. Foi criada na antiga Gondolin pelo elfo Enerdhil, o melhor joalheiro depois que Fëanor morreu.
Na gema estava presa a luz do Sol e as mãos que as possuíssem traziam cura dos ferimentos. Foi dada a Idril que a entregou a seu filho Eärendil, que desapareceu da Terra-média com ela.
Mais tarde, o Istari Gandalf a trouxe de volta, entregando aos cuidados de Galadriel, para com ela, consertar as maravilhas da Terra-média e entregá-la a um homem, que ainda surgiria e estaria destinado a possuí-la, assumindo o nome de Elessar.
Galadriel deu a pedra para sua filha, Celebrían (lê-se Kelebrían), esposa do meio-elfo Elrond, e ela a entregou para sua filha, Arwen que mais tarde a devolveu para Galadriel dizendo que a pedra deveria ser dada a Aragorn II.
Quando a Sociedade do Anel deixou Lothlórien, Galadriel entregou a Aragorn a gema mágica, junto com a bainha da espada Andúril e neste momento, Aragorn assumiu o nome que foi predito para ele: Elessar, Pedra Élfica da casa de Elendil, fixando o broche em seu peito.