Tuesday, July 10, 2007

Como o RPG arruinou minha vida -Bombástico!!!-

Bah!!! Achei isso nas andanças pela rede, vi no 4shared e tive que ler… Acabei me surpreendendo muito!!! Não sei quem escreveu, mas é um grande entusiasta do RPG, e muito bom de pena e pergaminho :P Se o autor aparecer, que se manifeste!!!

Como o RPG arruinou minha vida.

Já que é apenas isso que os preconceituosos aceitam como verdade, vamos lá. Contarei aqui em algumas
linhas como esse jogo arruinou minha vida.
- O RPG Arruinou meus Estudos:
Antes de jogar RPG, eu estudava horas por dia, para conseguir notas como 5 e 6 na escola. Assistia as aulas
de má vontade, e não encontrava motivações para permanecer estudando.
Depois que comecei a jogar RPG, passei a me interessar bastante por Historia, Política, Geografia, Biologia,
Física, Matemática, Química, Inglês, Literatura… passei a ler livros de historiadores e cientistas com gosto,
me esforçando para aprender tudo. No jogo, queria sempre estar ciente das coisas, e por isso, parei de estudar
com o intuito de passar de ano, e passei a estudar para me divertir. Li dezenas de livros para vestibular que os
jovens de hoje torcem o nariz, estudei com gosto, e sabendo para que serviam, todas as matérias. Claro, parei
de estudar para a escola por horas. Agora estudo para me divertir. Como resultado, passei nos melhores
vestibulares do pais nas primeiras posições, e hoje sou um dos melhores alunos de meu curso.
O RPG arruinou meus estudos. O jogo me fez pegar gosto por leitura e por aprender, algo inconcebível! Acho
que eu deveria largar minhas notas altas e o jogo, e voltar a ficar intermináveis horas estudando sem vontade
para tirar notas medíocres.
- O RPG criou-me um problema com Álcool:
Antes de jogar RPG, divertia-me saindo com os amigos, bebendo até cair nas boates, e recuperando o dinheiro
de todas as festas em cerveja. Arriscava a vida dos outros dirigindo alcoolizado, e toda semana tinha um
grande bafo. Saia de noite, e deixava meus pais aflitos por horas (ou dias), sem saber quando voltaria, e se eu
estava bem. Depois que comecei a jogar RPG, passei a rejeitar o Álcool. É impossível jogar sem estar com a
mente limpa e bem ativa, já que o jogo é um exercício de inteligência e imaginação. O jogo me ensinou que é
possível se divertir e se socializar sem estar sob efeito de nenhum tipo de droga, nem mesmo algo inocente
como o álcool. O RPG criou-me um problema com Álcool. Agora, eu não bebo, e acho que isto é um grande
problema para a industria de bebidas. Um jovem consciente e inteligente não deveria ficar em casa sem causar
preocupação aos pais, ou evitar dirigir alcoolizado, sem por em risco a vida das pessoas. Ele deveria se
embebedar e sair por ai cometendo barbaridades.
- O RPG arruinou minha religião:
Antes de jogar RPG, eu odiava religião, e blasfemava como um jovem revoltado. Odiava qualquer tipo de
cerimonia religiosa, e nem sequer tinha idéia do que era a bíblia. Ofendia bravamente todos os que
acreditavam. Depois que comecei a jogar RPG, me interessei por religião, pois meus personagens favoritos
em jogos eram padres. Passei a perguntar para pessoas entendidas no assunto, e acabei me sentido motivado a
ler o livro sagrado, bem como assistir cerimonias religiosas para entender seu funcionamento. Nunca mais
blasfemei, e agora me sinto uma pessoa mais culta. O RPG arruinou minha religião. É bem mais saudável
para uma pessoa chegar em um templo gritando e blasfemando, do que entender, respeitar e até mesmo se
interessar por seus credos. Obviamente, ter interesse por religião é algo profano, e eu deveria ter continuado a
blasfemar livremente.
- O RPG me mostrou a violência:
Antes de jogar RPG, eu assistia todo o tipo de violência na TV, e achava normal. Fazia inclusive maldades
infantis com animais, e brigava muito na escola, mesmo sem motivo. As vezes, discutia com as pessoas por
nada. Depois que comecei a jogar RPG, passei a pensar mais nos fatos do dia a dia, e conclui o quão grave era
a violência no mundo. O Jogo me mostrou uma diferença que a TV não conseguia - a da realidade para a
ficção. Passei a fazer partes de movimentos pela paz, e hoje prefiro dialogar, mesmo que sendo ofendido e
não compreendido, do que partir para a ignorância. Não assisto muitos filmes de ação, por considera-los sem
historia, apenas uma pilha de sangue e mortes. O RPG me mostrou a violência. Com certeza, eu deveria ter
ficado como tantos outros jovens, influenciado pela mídia, e quem sabe cometer algum crime? Ser pacifista e
prezar pela vida é com certeza um defeito que este jogo me deu.
- O RPG destruiu minha vida social:
Antes de jogar RPG, eu ia em festas e encontros onde as pessoas humilhavam umas as outras, bêbadas e
drogadas, fazendo um eterno teatro de falsidade. Muitas vezes, fazíamos coisas dignas de bandidos. Era
aficionado por estar sempre na moda, beber mais que todos, ter o melhor carro, assistir todos os programas da
TV, ir mal na escola, apostar rachas, e todo o tipo de coisa que jovens desmiolados fazem em suas vidas
sociais. Tinha preconceito de tudo, e estava sempre pronto a humilhar alguém diferente, sem sequer tentar
entende-lo. Depois que comecei a jogar RPG, passei a ver o quão infantil e idiota era meu antigo
comportamento. Passei a encontrar-me com amigos mais saudáveis, não para beber e ficar, mas para
conversar amigavelmente, aumentar meus horizontes, e me sentir menos enganado. Passei a conhecer as
pessoas pelo que elas realmente são, e nunca mais tive preconceito com nada. Tenho uma vida social mais
ativa e mais estável agora, com pessoas que pensam como eu e não tem intenções ruins.
O RPG destruiu minha vida social. É indiscutível que as barbaridades sexualistas das festas, o consumo
pesado de drogas e a pronta capacidade de humilhar alguém é algo totalmente necessário para a formação de
um indivíduo integro. Pessoas que preferem encontrar os amigos em cinemas, livrarias ou restaurantes, ao
invés de boates, clubes e botecos com certeza são a pior escoria da sociedade.
Acho que o RPG contribui fortemente para fazer um adolescente padrão e revoltado se tornasse um adulto
estudioso, amigável e aberto a novas idéias. Obviamente, isto é um grande problema. Como uma pessoa
integra poderia ser útil no mundo de hoje? Bem, amigos, pela minha historia de vida, que acredito ser
semelhante à de muitos de vocês, acredito que se o RPG foi responsável por isso, com certeza ele deva ser
proibido. É claro, a menos que você não entenda ironia.

(Também postado lá no opiusdei: Porque esse troço é muito bom!!! hehe) 

Posted by juan aka suddendevice at 01:13:34 | Permalink | Comments (1) »

Sunday, July 1, 2007

Mestrando para uma mesa heterogêne

Quantos de nós nunca se depararam com a dificil tarefa de ter de mestrar para pessoas que sabidamente possuem diferentes gostos e idades? Ou pior ainda, ter de mestrar para desconhecidos? A princípio isso parece um problema sem solução, e surgem as inseguranças. Será que se eu fizer uma crônica um pouco mais investigativa, os jogadores “pancadeiros” vão ficar entediados? Será que se eu investir na pancadaria, os jogadores que gostam mais de envolvimento psicológico dos personagens ficarão desestimulados?

A solução mais adequada para esse problema é alternar os ritmos de narrativa. É mesclar momentos mais calmos com situações completamente fora do controle. Se em um momento todos estão tendo uma discussão filosófica-existencialista, de repente tudo vira de cabeça para baixo e a ação desenfreada começa. E antes que as cenas de ação se tornem tão longas a ponto de desestimular quem não curte muito as batalhas, ela se encerra, e os jogadores colhem os frutos ou arcam com as consequências do acontecido.

O que acontece no dia seguinte a uma batalha que terminou com algumas mortes? É momento de descansar, curar as feridas, ou é momento de receber uma carta anônima e descobrir que cairam em uma grande furada, já que o grande aliado do inimigo caído agora quer vingança - ou outro clichê divertido? O estresse psicológico, o terrorismo, o suspense, são coisas altamente estimulantes para jogadores que preferem o lado psicológico dos personagens. Enquanto eles sofrem o “baque” das novas descobertas, ou buscam investigar a origem da nova ameaça, ou procuram seus conhecidos para obter informações, os “porradeiros” do grupo já estarão pensando em uma estratégia para sobreviver aos novos desafios.

Dessa forma, você não deixa o seu grupo parado. Existem coisas diferentes que todo mundo pode fazer para resolver o mesmo problema. E mesmo que novamente tudo termine em pancadaria, faça valer o esforço dos personagens investigativos, deixando que eles descubram pontos fracos, formas de vencer, efetivamente dando vantagens ao grupo quando ele for enfrentar o inimigo.

O que fazer com jogadores com grande diferença de idade? Isso só vai ser um problema se você tratar assim. Se você tratar diferente o garoto de 13 anos e o homem de 30, você mesmo acabará criando um clima desfavorável na sua mesa. As formas de pensamento podem ser diferentes, e os gostos também. Você provavelmente terá de pegar leve nas primeiras sessões se pretendia adotar uma temática mais adulta. Com o tempo você conhecerá seus jogadores e conseguirá saber até onde deve ir.

Outro erro recorrente dos narradores é achar que mulheres jogando tem gostos diferentes dos homens. O que acontece é que mulheres geralmente não gostam de machismo e piadas porcas. Mas dentro do jogo, elas podem ser tão “uga” quanto qualquer personagem feito por um jogador “uga”. Eu já contei que meu primeiro personagem num jogo de RPG foi um bárbaro. Bom, ele sabia ser bem “uga”.

Em termos de gostos, não é a idade ou o gênero da pessoa que irá definir que tipo de jogo ela mais curte. Essas diferenças são pessoais, e portanto, difíceis de prever. Ao mestrar, procure diversificar os ritmos, temas e atmosferas, e verá que rapidamente seu jogo se tornará estimulante para todos.

Autor: Graci
Fonte: http://gracilariopsis.multiply.com

Posted by Gui Vivian at 17:25:13 | Permalink | Comments (1) »